Audiência pública: Majeski discutirá fechamento de escolas no dia 21



O fechamento de escolas estaduais, sobretudo nas zonas rurais do Espírito Santo, continua sendo um problema em todo o território capixaba. Com os últimos acontecimentos no município de Afonso Cláudio, onde três localidades poderiam ficar sem unidades escolares, o deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) convida toda a sociedade para discutir o assunto no dia 21 de fevereiro, às 14 horas, no Plenário Dirceu Cardoso da Assembleia Legislativa, na audiência pública “Fechamento de Escolas, Turnos e Turmas e o impacto na formação de jovens no Estado do Espírito Santo”.

Presidente da “Frente Parlamentar em Defesa das Políticas Públicas da Juventude”, Majeski tem acompanhado de perto a realidade das escolas estaduais em todo o Estado, tendo visitado 236 unidades. Desde o início do mandato, em 2015, ele denuncia a política educacional desastrosa do Governo, que fecha escolas em um Estado que conta com 61.702 jovens de 4 a 17 estão fora da escola, além de cerca de 200 mil jovens entre 18 e 29 anos que não concluíram a educação básica e que também não estão nas salas de aula. Tudo em prol de um projeto marqueteiro denominado Escola Viva.

De 2015 a 2018, o Governo fechou 42 escolas estaduais, sobretudo nas zonas rurais. Somente no ano de 2018, 12 unidades tiveram suas atividades encerradas. Ao todo, de 2014 a 2018, são 6.507 turmas fechadas, sendo 986, entre 2014 e 2015, e 1.509 entre 2017 e 2018.

Além disso, vem sucateando também o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), ofertando menos vagas no turno noturno. “Não podemos permitir que o Governo continue com esse desmando. Ninguém está aqui pedindo para o Executivo construir novas escolas. Apenas está se pedindo para que a Sedu cumpra o que a Constituição, a LDB e o Ecread dizem. Não é possível que o Governo e o Judiciário desconheçam o que diz a Lei. Os jovens têm o direito de estudar próximo de suas casas. O Governo tem que oferecer a Educação de acordo com as condições dos alunos e não como o governo acha que é o melhor para eles", disse.

Devido a isso, muitos alunos estão sendo obrigados a abandonar os estudos, já que uma parte considerável é de jovens-trabalhadores e, devido a isso, só conseguiriam frequentar uma sala de aula à noite. Outros abandonam devido à distância de suas casas até as escolas disponibilizadas, com acesso dificultado por estradas precárias, o tempo de viagem e a falta de transporte.

Entre os convidados a participarem, além das comunidades escolares afetadas, estão autoridades membros do Ministério Público, Tribunal de Justiça, Secretaria Estadual de Educação, Conselho Estadual de Educação, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Defensoria Pública, Ministério Público Federal, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), Juizado da Infância e da Juventude; Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades); Conselho Estadual da Juventude, entre outros.

Assessoria de Imprensa

Fiorella Gomes

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© Sergio Majeski 

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