Indústria deve optar pela água de reúso na produção



Muita gente não se dá conta, mas grande volume de água jogada na rede de esgoto, como a que entra no ralo da pia quando alguém lava as mãos, poderia ser reaproveitada em atividades como lavar calçadas, dar descarga em vaso sanitário ou aguar canteiros, caso as residências e as instituições públicas e privadas implantassem sistemas próprios de reúso.

Com vistas à economia desse precioso bem, que está ficando cada vez mais escasso, está em vigor no Estado do Espírito Santo desde janeiro de 2016 a Lei Estadual 10.487/2016, do deputado Sergio Majeski (PSDB), que determina a reutilização de efluentes das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) nos processos industriais que não requerem água potável.

De acordo com a lei, a prática do reuso consiste em minimizar a utilização de água potável nos processos industriais que dispensam potabilidade. Fica incluído o reuso da água também para os parques e praças de áreas públicas do Estado.

O método viável para a implantação dos sistemas de reuso dos efluentes são determinado através de estudos realizados pelo Governo do Estado. Nesse contexto, podem ser criadas parcerias com empresas de grande porte públicas e privadas.

A lei prevê ainda a possibilidade de criação de medidas de incentivo para estimular as empresas a investirem em sistemas de reuso de água não potável.

Reúso no mundo

Israel, que dispõe de pouquíssimos mananciais, entre todas as nações do mundo, é a que mais reaproveita água, processando o reuso de 75% do fornecimento. A política nacional de reuso foi criada em 1955. Na Austrália, Espanha, Estados Unidos, Japão e Inglaterra também há reutilização de água. Os espanhóis utilizam 14% dos efluentes gerados por esgoto, sendo os segundos maiores utilizadores no planeta, seguidos pela Austrália, que utiliza 9%.

No Espírito Santo, alguns empresários decidiram implantar em suas empresas sistemas próprios de reuso, mesmo sem incentivos do Estado. É o caso de Fernando Xavier, que atua no segmento de granito.

Em seu negócio, um sistema de bombeamento e de reciclagem permite utilizar, várias vezes, água de chuva captada numa rede composta de calhas, canos de distribuição e tanques para armazenamento. “A economia é significante, pois ao aproveitar a água pluvial, deixo de consumir boa parte da que pertence à rede da Cesan, utilizada mais para consumo humano”, explicou.

Fernando Xavier considera positiva a lei aprovada pelo legislativo estadual que trata de mecanismos para incentivar o reuso dos efluentes das estações de tratamento da Cesan. “Se houver atrativos, com certeza eu terei interesse em ampliar o meu sistema, utilizando também essa água não potável, que está sendo desperdiçada ao ser jogada na rede de esgoto”.

Wanderley Araújo/Web Ales (Reprodução autorizada mediante citação da Web Ales)

Assessoria de Imprensa

Fiorella Gomes

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© Sergio Majeski 

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