Majeski questiona acordo entre Estado e organização Ensina Brasil



O acordo de cooperação firmado entre o Governo com a organização Ensina Brasil foi questionado pelo deputado estadual Sergio Majeski (PSDB), na sessão desta terça-feira (19). A parceria, firmada por meio das secretarias estaduais de Educação (Sedu) e Gestão e Recursos Humanos (Seger), prevê um curso de formação de cinco semanas para candidatos que possuam graduação e queriam atuar como professores na rede estadual de ensino.

A portaria que institui o termo define como objeto do convênio “o desenvolvimento de programa de recrutamento, seleção e formação de lideranças na área de educação, por meio de exercício temporário da função docente em escolas em situação vulnerável da rede pública estadual”. Não há exigência de formação superior em cursos de licenciatura para a função. Em seu pronunciamento, Majeski explicou como se daria a capacitação: o candidato que se inscrever no programa de qualificação, terá cinco semanas de aulas, sendo uma virtual e quatro presenciais. Ao completá-lo, estará apto a dar aulas em uma escola da periferia que enfrenta sérios problemas de evasão, violência e reprovação. “Eu me pergunto: se os professores – que são formados numa faculdade com curso de graduação e licenciatura durante quatro anos – não estão dando conta disso, como uma pessoa que não é da área de educação poderá, em quatro semanas, ser formada pra dar aulas nas escolas de periferia?”, questionou o deputado. “É um sucateamento generalizado da educação”, completou. Para o deputado estadual, que é professor, o Governo do Estado deveria realizar um projeto de qualificação para professores licenciados que já atuam nas escolas em situação vulnerável e com graves problemas como evasão e elevado índice de reprovação, para estimulando-os a fazerem cursos de pós-graduação, mestrado ou doutorado, além de dar melhor infraestrutura para essas unidades. Nos últimos dois anos, o Governo do Estado fechou 50 escolas, mesmo o Espírito Santo possuindo cerca de 50 mil jovens com idades entre 4 e 17 anos fora da rede de ensino. Concomitante a essa realidade, estatísticas do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) mostram que o Espírito Santo é o terceiro estado do país em morte de jovens de 12 a 19 anos.

“Esta resposta que o governo do Estado está dando? Esta é a grande gestão deste governo? A educação é elementar para resolver qualquer outro problema da sociedade, seja violência, saúde, meio ambiente, emprego, inclusão social” ressaltou Majeski.

Sergio Majeski cobrou que a Comissão de Educação da Assembleia se manifeste sobre a questão e acompanhe de perto esse acordo de cooperação com a empresa Ensina Brasil.

Assessoria de Imprensa Fiorella Gomes

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