Majeski repudia: Sedu ameaça cortar dia letivo de escola que promoveu aula pública



A decisão da Superintendência Regional de São Mateus em cortar o dia letivo da Escola Estadual de Ensino Médio e Fundamental (EEEFM) Santo Antônio, localizada no município do Norte do Estado, causou revolta na comunidade escolar e foi repudiada pelo deputado estadual Sergio Majeski (PSDB), durante a sessão ordinária dessa terça-feira (03).

O motivo para essa ação determinada pela Secretaria de Estado de Educação (Sedu) é a aula pública com a presença de pais, alunos e professores promovida pela unidade em 28 de abril deste ano, dia marcado pela Greve Nacional Contra a Reforma Trabalhista, convocada pelas centrais sindicais.

O dia de atividades foi marcado por duas palestras: uma sobre a Era Vargas e a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e outra sobre os aspectos legais e políticos da Reforma Trabalhista.

Majeski lembrou que a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que rege a educação brasileira reconhece atividades desse tipo como letivas. “Uma das prerrogativas básicas da educação brasileira é a formação para cidadania. Isso está muito claro em qualquer documento que oriente a educação, como as diretrizes curriculares. Se você não propõe debates, se não propõe atividades diferentes, como essa formação se dará?", questionou.

Para o parlamentar, os gestores que comandam as políticas educacionais no Espírito Santo e no país entendem muito pouco de Educação. "Se uma superintendente de educação e sua equipe conhecessem a LDB e as diretrizes curriculares nacionais, tanto do ensino médio quanto do fundamental, concluiriam que atividade letiva não é apenas aula dentro de sala. Múltiplas atividades, desde atividades esportivas a exposições culturais, podem ser sim consideradas letivas, porque o dia letivo está ocorrendo", lembrou.

O deputado citou o pensador Pedro Demo, que ainda na década de 1980, reconhecia a cultura educacional brasileira como sendo "auleira", ou seja, como aquela que entende a educação e conhecimento apenas se alunos estiverem dentro da sala de aula com um professor dando aula. "Senão não é atividade que gera conhecimento e formação”, concluiu o deputado.


Entenda

No dia da convocação da Greve Geral, a equipe disciplinar da escola estadual Santo Antônio, em São Mateus, resolveu não parar suas atividades, trazendo para os alunos, pais e professores palestras sobre conquistas trabalhistas do povo brasileiro.

Como a escola não tem estrutura para a realização de palestras, os professores tomaram as precauções necessárias, comunicando à Superintendência e à Polícia Militar, para realizar o evento na rua em frente à unidade. No entanto, na manhã do evento, o corpo docente foi comunicado que a Superintendência havia cancelado a atividade para “não por em risco a segurança dos estudantes”. Entretanto, como a Polícia Militar já estava presente e o bloqueio no trânsito já havia sido feito, os educadores mantiveram o evento, entendendo que a segurança dos participantes estava garantida. Apesar disso, a Superintendência enviou comunicação avisando que o dia letivo estava desconsiderado e os professores deveriam fazer a reposição, sob pena de ter o ponto cortado.

Assessoria de Imprensa

Fiorella Gomes

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