Majeski denuncia superlotação nos Iases de Cachoeiro de Itapemirim e Linhares



A situação do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) foi abordada pelo deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) na sessão ordinária dessa segunda-feira (14). Neste mês, o parlamentar visitou duas unidades, a de Cachoeiro de Itapemirim e a de Linhares.

A superlotação dos locais foi apontada por Majeski como um dos problemas que impede o bom funcionamento da instituição. A sede de Cachoeiro, segundo ele, possui cerca de 190 jovens e adolescentes em conflito com a Lei, quando a capacidade é para 130; já em Linhares, a capacidade é para 150 detentos entre as vagas da UNIP (adolescentes em internação provisória) e da UNIS (internação socioeducativa), mas há 314 jovens no local.

"Esses adolescentes vão para esses espaços cumprir medidas socioeducativas. Mas em Linhares, nem metade deles conseguem ser atendidos com medidas educacionais. Não porque a administração não queira, mas não há espaço. Parte desses adolescentes dormem no chão, porque não há espaço para todos e nas salas também não. Parte deles não vão cumprir medida alguma, vão ficar lá, simplesmente", denunciou.

O deputado estadual apontou como problema grave, o fato dos adolescentes em conflito com a Lei não terem um acompanhamento após cumprirem as medidas socioeducativas e deixarem a instituição.

"Se eles realmente vão voltar para escola ou vão ter algum tipo de trabalho, não há um acompanhamento sobre isso. Ou seja, vão voltar para o mesmo lugar onde se envolveram com o crime, com o tráfico de drogas, com o consumo de drogas. Então, a probabilidade que haja uma recaída e se tornem reincidentes é gigantesca", apontou.

Diante dessa realidade, Majeski fez um paralelo entre o número de crianças e adolescentes que se envolvem com a criminalidade no Estado e a situação educacional do Espírito Santo. Durante a visita, pode-se constatar que, a maioria dos internos do Iases, já estavam foram das escolas antes de serem levados para a instituição.

Mesmo assim, lembrou o parlamentar, a Secretaria de Estado de Educação (Sedu) continua fechando as escolas. Somente de unidades da rede estadual de Ensino foram 50. Se somadas as municipais, são mais de 200 unidades que tiveram suas atividades educativas encerradas nos últimos 2 anos; além de turmas, turnos noturnos e cursos de qualificação profissional que também foram fechados.

“O governo do Estado está expulsando crianças e adolescentes das escolas e sabemos que isso aumenta a criminalidade”, disse. O deputado cobrou campanhas para estimular o retorno à escola e diminuir a evasão escolar.

- Confira o discurso de Majeski:


Assessoria de Imprensa

Fiorella Gomes

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Divulgação/Governo ES

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