Majeski analisa contexto da reforma política em andamento no Congresso


Na sessão ordinária dessa segunda-feira (27), o deputado Sergio Majeski (PSDB) analisou o contexto de surgimento da reforma política na Câmara dos Deputados. Entre as propostas estão o uso da lista fechada, o tipo de financiamento eleitoral e o barateamento das campanhas.

Para abordar o assunto, ele relembrou a Operação Mãos Limpas, da Itália, que investigou casos de corrupção naquele país, entre 1992 e 1995. Na época, lembrou o deputado que é professor de geografia, na medida em que juízes e promotores italianos foram alcançando cerca de 500 políticos de diversos partidos, houve mobilização de partidos com ideologias antagônicas, para aprovar leis de autoproteção.

“Há uma similaridade com o que está acontecendo no Brasil atualmente. Essa reforma política que, em teoria, está em curso no Congresso nada tem a ver com o discurso de moralização do sistema político brasileiro, muito pelo contrário, é mais uma artimanha de caciques de vários partidos, inclusive do meu, que estão envolvidos até o pescoço na Operação Lava Jato”, ressaltou.

Legitimidade

Majeski observa que a lista fechada e o financiamento público de campanha são assuntos importantes e que devem sim ser discutidos, mas aponta que esse não momento não é oportuno para promover o debate.

"Debater neste Congresso e nesse momento, é oportunismo. Quando você o sujeito já foi indiciado, citado, está sendo investigado, defender isso, qual a legitimidade que eles têm para discutir e aprovar isso?", ponderou.

O parlamentar alertou ainda que, se a população não acompanhar de perto a situação, o projeto será aprovado às pressas.

"Os caciques dos principais partidos do país são favoráveis a esse projeto. A maioria da população não consegue entender nem o atual sistema político brasileiro, quanto mais entender as vantagens e desvantagens de uma lista fechada. Na verdade, nesse momento, é para esconder os bandidos. Uma vez que os próprios partidos indicarão quem fará parte dessa lista, as pessoas serão obrigadas a votar no partido e muitos poderão se safar e manter seus mandatos futuramente”, explicou.

Confira o discurso de Sergio Majeski


Assessoria de Imprensa Fiorella Gomes

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© Sergio Majeski 

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